Novo Código de Ética Médica: o que muda na relação médico paciente

Entenda o que mudou no Código de Ética Médica e quais os impactos das alterações na sua profissão e na relação com o paciente!

Em novembro de 2018 o Conselho Federal de Medicina publicou o novo Código de Ética Médica que deve entrar em vigor ainda no primeiro trimestre de 2019, em que atualiza práticas dos profissionais da saúde relacionadas à tecnologia e comunicação.

Como a tecnologia evolui mais a cada dia, a medicina não poderia deixar de acompanhar. Uma reformulação foi necessária, por conta do avanço do cenário atual e até pela última data em que o documento foi mexido: a última revisão havia sido feita no ano de 2009.

Tais mudanças irão impactar diretamente no cotidiano médico, a fim de proporcionar mais segurança ao profissional, principalmente em sua relação com o paciente.

Quer saber como, o que mudou e quais são os impactos no Código de Ética Médica? Continue essa leitura e entenda agora mesmo!

Como o novo Código de Ética Médica foi elaborado?

A elaboração do novo Código de Ética Médica levou mais de dois anos para ser elaborado e originou-se com o propósito de atualizar, revisar e complementar as normas, facilitando sua aplicação e execução.

O texto reúne sugestões feitas por médicos, especialistas e instituições médicas, abordando assuntos como inovações tecnológicas, comunicacionais e sociais.

O novo Código de Ética Médica entrará em vigor 180 dias após sua publicação, nesse caso, a partir de 1º de maio de 2019.

O que de fato foi alterado?

As principais mudanças no código ocorreram no âmbito de seus princípios fundamentais, direitos dos médicos e direitos humanos.

O novo princípio do código é voltado para a preocupação com os resultados dos meios técnicos e científicos, procurando sempre as melhores resoluções. Essa reformulação envolve a bioética em seu máximo.

Nos direitos médicos, houveram ajustes no que diz respeito às condições de trabalho que possam afetar o paciente, o próprio profissional ou terceiros.

Outra alteração importante ocorreu para o direito do médico com deficiência ou doença, bem como seus próprios limites, segurança dos pacientes e sobretudo o exercício da profissão isento de discriminação.

Dentro dos direitos humanos foi acrescentado um único artigo, que zela pela consideração e civilidade para com o paciente, enfatizando a sua dignidade e também destacando o dever médico de não discriminar ou desrespeitar.

O artigo acrescentado nos direitos humanos também traz informações sobre as relações médicas, destacando o dever médico de conviver com seus colegas em respeito, consideração e solidariedade.

Além disso, há uma alteração no que diz respeito ao prontuário: caberá ao médico assistente ou substituto elaborar um sumário em alta. Por este motivo, o médico não terá como negar o acesso ao prontuário do paciente pela sua família ou responsáveis legais.

Também é necessário observar as regras impostas para a comunicação e publicidade dos serviços médicos, em especial no meio digital e mídias sociais. Agora existe um parágrafo a mais no novo Código que intensifica que há uma série de limites regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina que devem ser respeitados, por isso, o ideal é verificá-los antes de investir em qualquer ação.

Para conferir como está o novo Código de Ética Médica pelo Conselho Federal de Medicina na íntegra, clique aqui.

O que muda na relação médico paciente?

É lógico que o respeito e a não discriminação devem ser algo comum em qualquer relação humana, mas o novo Código de Ética Médica abre uma nova discussão sobre isso.

Como o mesmo prevê, haverá uma cobrança maior nas questões de direitos humanos, prezando pelo bom atendimento e bem-estar do paciente.

Para isso, podemos ver que o código aponta uma necessidade de observar a gestão dentro da clínica médica ou hospital. Para entender melhor itens que podem ser melhorados, acesse o nosso conteúdo: 7 principais problemas na gestão de clínicas médicas.

Se a tecnologia chegou, a humanização também

Já entendemos que as principais mudanças no Código de Ética Médica foram voltadas para as relações humanas, certo? Certo!

Mas, a verdade é que, muito além de um dever, isso deve ser um princípio do profissional. Sabe por quê? Vamos te explicar!

Quando a tecnologia e a humanização andam juntas, o resultado só pode ser um: a melhora no atendimento médico!

A ideia é que os avanços ocorram todos juntos, pois de nada adiantaria a inovação, pesquisa e novos recursos se não houver bem-estar entre todos no ambiente. E a sua clínica, está preparada para tudo isso?

Esperamos que esse conteúdo tenha não somente sido útil para você, mas que também tenha lhe motivado e mostrado a importância da tecnologia aliada às boas relações humanas. Também convidamos você a nos acompanhar semanalmente aqui no blog, temos sempre novidades!